quarta-feira, 10 de junho de 2009

Voltar atrás não dá mais.



No começo vai ser difícil fazer todo esse sentimento se ofuscar com a claridade do meu desejo. Vou ter que me forçar a viver sem ir te buscar, sem me apoiar nas palavras carinhosas que as vezes pareciam. Passar as noites sem um "eu te amo" como resposta, ou as broncas sem sentido. Deitar a cabeça no travesseiro sem poder ter uma lembrança, sequer, que mantenha viva a esperança de que no dia seguinte vou poder te ter de novo. Passar o dia sonhando de olhos abertos em como será quando nos encontrarmos. Imaginar se vai ser só mais um dia de briga, ou um daqueles que me prendem aqui querendo congelar o tempo pra nunca chegar ao fim com um "boa noite".


É, vai ser complicado fingir que nada aconteceu, apagar o que vivemos e continuar como se você nunca tivesse aparecido. Dar um choque de realidade em mim mesma a cada instante que eu ousar a relembrar de cada segundo ao seu lado. Talvez acabe passando na minha cabeça aquele arrependimento por estar deixando pra trás alguém com quem fantasiei tantas coisas no silêncio de cada pensamento. Talvez até eu tente voltar atrás, e vou descobrir que não dá mais, vou me deparar, apenas, com um ponte quebrada, rompida por tantas falsas promessas e esperanças.


30 dias *-*.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A vulnerabilidade do ser humano.


Todas as vezes que parei pra conversar com alguém sobre algum tipo de desilusão as pessoas começavam, na grande maioria, com “ele apareceu quando eu mais precisava”. E hoje, em uma dessas conversas, me deparei novamente com isso...E estourei. Não te parece meio óbvio que as pessoas, nas quais você mais se apoia, sejam pessoas que te ajudaram quando você mais precisava? Era um momento em que qualquer palavra se transformava em um abraço apertado, mesmo com a distancia. Era momento em que você estava completamente fraco e necessitando de palavras e ações que te confortasse...E as pessoas que estão nesses momentos, provavelmente, vão querer te ajudar, afinal você também faria o mesmo, certo? Inacreditável a maneira que nos apegamos as pessoas que nos ajudam quando mais precisamos, quando mais nos sentimos desamparados; e talvez tudo isso se transforme em um apego inadequado, pois você nem sempre vai ter aquilo contigo, não todas as vezes.


Nessa conversa, que acabou se prolongando, as falas me fizeram pensar mais sobre isso. Uma pessoa sentindo-se mal por estar sendo deixado por aquele que o “sustentou” quando estava caindo. Uma pessoa se sentindo tão mal por atitudes daquele que um dia o ajudou.

Me perguntei: Qual o propósito de tanta dependência?


Caiu a ficha !


Todo mundo já passou, ou vai passar por isso... Sentimentos de grande carinho, na maioria das vezes, são por aqueles que estão conosco quando precisamos desabafar com alguém. Poucas são as vezes que consideramos tanto uma pessoa por sorrir contigo. Isso é tão verdade que todos os comentários sobre amizade vem com um “você foi quem esteve do meu lado quando eu mais precisei”.


De fato, essa é uma das maiores fraquezas do ser humano. Se apegar a aquilo que, talvez, involuntariamente, te faz bem no seu momento de desespero. Se apegar as pessoas que, talvez, em um momento fraco, também, te deu fôlego pra seguir em frente.


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Se tu abres mão de um, receberás o outro.


Os riscos que corremos são muitos quando queremos muito algo que está diretamente ligado com aquilo que amamos. De algum modo, como sempre, temos que fazer uma escolha entre o amar e o querer; uma escolha não tão simples, não tão fácil de ser feita. Nos mantemos naquela dúvida de não saber quanto tempo nossa escolha pode dar certo, se é que ela vai dar certo. Ficamos entre o precipício e o degrau. O precipício de você não ter certeza daquilo que quer, mas mesmo assim você pula pelo o simples fato de achar que aquilo vai, sim, dar certo, portanto, encontrará o chão, uma hora ou outra. E o degrau, onde você pode ver o fim dele e tem certeza de que logo no seu salto, vai se manter de pé sem ter corrido em nenhum risco. Mas convenhamos, o degrau pode virar um precipício, onde os danos podem ser profundos e improváveis de serem restaurados. Tudo depende de como você pula. Não é a melhor ideia pular de cabeça, porque embora seja seu desejo, embora você esteja em busca daquilo que você mais quer, não sabe onde está o chão, portando, vai poder se enquadrar na famosa frase "deu de cara no chão". Bem medíocre. Agora, se você vai com calma, analisa antes e tenta ver qual a verdadeira altura daquele desafio, seu sucesso é mais provável.

Amar X Querer. Buscando frases a minha volta que pudessem me fazer pensar melhor sobre o assunto em questão, escutei alguém que por aí disse: "Pra você salvar a sua vida, algumas vezes vai ter que sacrificar a do seu amigo". E não deixa de ser uma mentira, pois quem muito quer, poucas vezes tem. Se ver rodeada de coisas que você ama e quer, pode te dar um pouco de ilusão, uma ideia de poder que não existe...e é quando você vai saltar de maneira errada. Quando se abre mão de algo, com certeza, de alguma maneira, se é recompensado.
Abrir mão do amar, ou do querer? Uma dúvida que pode persistir em muitos pensamentos.
Mas eu te pergunto: O que você, de fato, ama? O que você, de fato, quer? Você não pode ter certeza das coisas, você nunca terá, talvez. Portanto, coloque na balança e veja qual realmente vale a pena.
E, então, não se jogue no primeiro desafio, não se entregue por inteira(o) sem saber qual o verdadeiro propósito, não faça do seu salto, um ponto final.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Um dia normal...


Aula de redação, meu aniversário, sozinha. É como se fosse mais um dia qualquer, sem nenhuma alteração ou algo do tipo. Não que eu esperava uma coisa, ou me sentir menos sozinha...é, talvez a segunda ideia tenha passado algumas vezes na minha cabeça. Alguns momentos foram melhores do que seriam nos outros dias, mas o resto seguiu com total normalidade. O mais engraçado é que tenho encontrado apoio nas pessoas que menos esperava, com quem nunca conversava. Alguém com quem posso falar de diversos assuntos, que, eu sei, haverá uma resposta. Incrível, não?

Talvez o maior ombro que encontrarei será aquele que nunca vi, tampouco senti. Ombro de quem nunca pude olhar nos olhos e sentir a sinceridade e preocupação, sem existir uma palavra, sequer. A noite, só a noite. Eu vou te esperar pra poder ter um momento de felicidade verdadeira, que vai terminar com um "se cobre, ein".


Preciso de um abraço, no qual eu pudesse ser aquecida não só nos dias frios, mas na frieza que tem gelado meu corpo por dentro e por inteiro. Sim, eu preciso do seu abraço. -GSV-


É, acho que surtei!