
Um dia percebemos que as grandes amizades que nascem do nada, também chegam ao fim com um detalhe simples, talvez até um detalhe 'desnecessário'. Hoje, vendo algumas fotos antigas eu vi o quanto de gente passou pela minha vida, do mesmo modo me lembrei das diversas promessas que carregamos durante aquela amizade finita. Foi engraçado, pois ao mesmo tempo em que eu sorria, eu deixava lágrimas rolarem pelo meu rosto, tentando imaginar como aquelas pessoas estariam hoje; melhor, ou pior que eu. Mas logo fui dominada por um outro pensamento, no qual mergulhei mais fundo ainda.
Fiquei durante algum tempo me perguntando como as amizades podem chegar ao fim. Passei por várias hipóteses, e uma, apenas, me pareceu ser coerente: O excesso de promessas.
Promessas de uma coisa que você pretende que dure até “eternamente”, de algo que você fará lá na frente; quase uma tentativa de ver o futuro. (Talvez você pense, “que viagem”. Confesso, também pensei assim.) A grande verdade é essa. Todo mundo quer sustentar uma amizade, ou até um amor, com promessas sobre o que acontecerá dali pra frente. E como sabemos que ele é incerto, acabamos não conseguindo cumpri-las. E é justamente quando tudo vem à tona. A decepção, principalmente. Nos culpamos, na maioria das vezes, por termos acreditado naquelas lindas palavras que, quando ditas, nos pareciam bem concretas e fáceis de serem realizadas. E poucas são as vezes que conseguimos olhar de um outro ponto e ver que aquela não será a última vez. Logo, continuamos a apertar na mesma tecla do erro nas outras amizades.
Outra coisa que esse momento quase nostalgia me fez pensar foi que, na maioria das vezes, as pessoas que mais nos fazem promessas, são aquelas que mais ausentes serão quando precisarmos de alguém, de um amigo. Portanto, serão aqueles que colocarão os detalhes simples diante de nossos olhos.

Há uma complexidade tão grande entre humanos, ainda mais quando se relaciona ao firmar das amizades. Quando nos despedimos, fazemos juras de contínua amizade, mas a situação de simplicidade humana e esquecimeno, e outro o tempo, não nos permite isso!
ResponderExcluirUm abraço,
Identidades.
Talvez seja algo relacionado ao medo, e subentendidamente uma aversão a tudo aquilo que virá a ser novo. (Repulsão). De certa forma, uma promessa entre amigos vem a ser algo como uma válvula que, por algum momento, pode cobrir um erro maior, dali pra frente.
ResponderExcluirTalvez só o lado mais humano de cada um perceba a dor de ser esquecido, deixado. É uma questão complicada, e não é possivel prever quanto tempo ainda o ser humano irá levar pra perceber que ele não é "uma ilha", e essa perda de valores aumenta a cada dia mais.
Lindo texto, como sempre!
:)
Beijos